1) Designação: “Indisciplina e Gestão de Sala de Aula”
a) Local: Auditório Municipal de Ponte de Lima
b) Área da formação: Educação e Psicologia
c) Cronograma: 18/03/2016 das 15h às 18h
d) Destinatários
i) Grupos de recrutamento: 200, 210, 220, 230, 240, 250, 260, 290, 300, 320, 330, 400, 420, 500, 510, 520, 530, 550, 600, 620, 110, 120.
2) Conteúdos:
i) Indisciplina
- Etiologia da indisciplina
- Fatores de manutenção dos comportamentos de indisciplina.
- Variáveis que integram a equação de análise da indisciplina? - Perceber a indisciplina no foco: dos alunos e famílias; dos professores; da interação comunicacional na sala de aula
ii) Gestão de Sala de Aula
- Análise e discussão das estratégias de gestão de comportamento utilizadas pelos participantes
- O que funciona? Como funciona?
3) Formadora
i) Sara Luísa Azevedo Brandão (mestre em Psicologia da Educação)
4) Fundamentação da iniciativa:
Em resposta a um pedido expresso pela direção, no sentido de otimizar o processo de ensino-aprendizagem no agrupamento, contribuir ativamente para a formação e sensibilização dos docentes em torno do tema – “Indisciplina e Gestão de Sala de Aula”.
A ação proposta fundamenta-se na literatura da especialidade, e tem por base as seguintes premissas:
- “Gerir eficazmente uma sala de aula constitui uma condição essencial para que as aprendizagens tenham lugar, ainda que hajam limites a uma gestão eficaz (…)” (Lopes, 2009).
- “(…) independentemente de serem «os alunos» a exibir os «maus comportamentos» ou as «fracas aprendizagens», a resolução destes passa fundamentalmente pelo ensino (…)” (Lopes, 2009).
A ocorrência de comportamentos desajustados em contexto de sala de aula tem vindo a revelar-se um dos principais problemas enfrentado pelos professores (Demir, 2009). Na realidade estes comportamentos caracterizados como indisciplinados, perturbam o funcionamento da aula e tendem a colidir com a aprendizagem (Lopes, 2003; Özben, 2010; Sun & Shek, 2012). Na literatura a indisciplina é apresentada sob múltiplas denominações, sendo as mais comuns, problemas de comportamento, comportamentos problemáticos, mau comportamento ou ainda, problemas de disciplina. A indisciplina não se apresenta da mesma forma para todos os professores, variando a sua representação em função do professor e em função da escola (Martins, 2009). Diversos estudos (e.g. Renca, 2008; Teixeira, 2007; Lopes, 2009) têm precisamente evidenciado as diferentes perceções dos professores no que se refere aos comportamentos problemáticos dos alunos e às causas que lhes são atribuídas. A par da divergência que possa existir, de uma forma geral, os professores parecem considerar como problemáticos: o incumprimento de regras e de tarefas propostas (Özben, 2010; Lopes, 2009), as deslocações não autorizadas na sala de aula, a comunicação verbal em momentos inoportunos, a não participação, a obstrução do trabalho dos colegas, a deslocação do mobiliário da sala de aula e a demostração de falta de interesse (Lopes, 2009). Estes comportamentos são muitas vezes atribuídos à forma como são lecionados os conteúdos, ao desinteresse dos alunos pelos conteúdos e pela escola em geral (Renca, 2008), à falta de controlo sobre os alunos, ao mau ambiente familiar, às características de sala de aula enquanto espaço e, principalmente, à desvalorização da escola por parte dos pais (Teixeira, 2007).
Bibliografia
Amado, J. S, & Freire, I. P. (2002). Indisciplina e violência na escola - Compreender para prevenir. Porto: Edições ASA.