2015-11-27 REENCONTROS DE VALDEVEZ | REMAR CONTRA A MARÉ : Criatividade, Resiliência e Liderança Conseguiram “soltar” gargalhadas à plateia a falar da crise. Luís Ferreira Lopes, João Alberto Catalão e João Seabra, inspirados pelo tema-senha “Remar contra a maré”, arrebataram a plateia arcuense, em mais um “andamento” do Ciclo de Conferências “Re(en)contros de Valdevez”, que se realizou no passado dia 27 de novembro, na Casa das Artes concelhia. Organização conjunta do Município de Arcos de Valdevez e do CENFIPE.O jornalista Luís Ferreira Lopes desfiou vários casos de sucesso empresarial que ele próprio compilou no livro Remar contra a maré, baseado no programa “Sucesso.pt” (SIC Notícias). “São as pessoas, e não as folhas de Excel, quem faz o sucesso das empresas”, atalhou o apresentador, antes de realçar os principais ensinamentos da crise. Contra a resignação e contra “a força do porque sim”, a conferência seguinte, apresentada pelo irreverente João Alberto Catalão, foi toda ela dominada pela dialética “dor”/”prazer”, “reagir”/”agir” e “atitude”/”comportamento”. E, no centro de tudo, a paixão de “fazer acontecer”, espécie de contramão da crise. Segundo o dinamizador, que exaltou a bandeira como símbolo nacional, a economia de ação “gira em torno de dois caminhos”, o “prazer”e a “dor”, e é por isso que “incriminamos os outros” e “nos isentamos de responsabilidades”. “Estamos sempre a apontar o dedo”, em réplicas como “eles que trabalhem!” ou “eles é que governam mal!”, atirou Catalão, que, à maneira de uma catarse coletiva, conseguiu “arrancar” palmas e gargalhadas à plateia. Apesar do muito que aprendeu com a crise (que teve o condão de “pôr toda a gente a pensar”), Portugal só mudará, de vez, “se todos começarmos a olhar para dentro de nós.” Nesta perspetiva, a solução para mudar é “o querer” ou “o ter que”, pois é “a atitude que induz comportamentos criativos e tudo o resto é comodismo”, sentenciou Catalão, que lançou, metaforicamente, o desafio de “sediar em Arcos de Valdevez a República das Possibilidades.” A terminar esta sessão, integrada nas comemorações dos 500 anos do Foral de Valdevez, o comediante João Seabra fez jus ao mote do seu predecessor “agarrando” a plateia pelo riso.